O artigo reproduzido na figura seguinte , assinado pela presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão - AEBJ, foi publicado em uma revista destinada à comunidade brasileira no Japão, que tem mais de 50 mil exemplares distribuidos. O artigo publicado na página 31 da revista Vitrine de novembro de 2011 foi PLAGIADO ou seja, copiado de várias fontes.
Maria Shizuko Yoshida é dona de uma escola na província de Ibaraki, representa também as escolas brasileiras no Japão perante os governos nipo brasileiros e deveria ser a líder exemplar dos educadores brasileiros no Japão, mas com esse lamentável ato comprova a sua incompetência e deixa sérias dúvidas de suas reais intenções quanto à educação das crianças brasileiras no Japão.
Se ela é capaz de copiar artigos acadêmicos sem citar devidamente a fonte , coisa de um mal aluno, imaginem o que ela deve ensinar para as crianças que estão sob sua responsabilidade.
Pior é saber que a entidade que ela preside, a AEBJ, tem uma dirigente que não merece o cargo que tem.
Eis a prova do PLÀGIO, o texto em arial itálico é o publicado na revista Vitrine, o sublinhado são os comentários.As figuras abaixo do texto contém o texto de onde Maria Shizuko Yoshida copiou, que foi resaltado na cor azul.
publicada na revista Vitrine , edição de novembro de 2011, página 31
Maria Shizuko Yoshida
Presidente da AEBJ
aebj2006@yahoo.com.br
Escola e cultura
O primeiro parágrafo foi copiado da página 160 de um artigo da Revista Brasileira de Educação edição 23 de agosto de 2003 intitulado Educação escolar e cultura (s): construindo caminhos, cujos autores são os professores Antonio Flavio Barbosa Moreira e Vera Maria Candau. (http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n23/n23a11.pdf):
A relação entre escola e cultura não pode ser concebida como dois pólos independentes, mas sim como universos entrelaçados..
... pois não se pode conceber uma experiência pedagógica desculturizada em que a referência cultural não esteja presente.
, não há educação que não esteja imersa na cultura da humanidade e no momento histórico em que a mesma se situa.
O segundo parágrafo também foi copiado do mesmo artigo, na mesma página 160 da Revista Brasileira de Educação:
A escola é sem dúvida uma instituição cultural e construida historicamente no contexto da modernidade, considerada como mediação privilegiada para desenvolver uma função social fundamental que é transmitir cultura às novas gerações e o que de mais significativoa humanidade construiu.
Se partirmos dessas afirmações, se aceitarmos a íntima associação entre escola e cultura, veremos essa relação como intrinsecamente construtiva no universo educacional. Cabe indagar por que hoje essa constatação parece se revestir de novidade, sendo mesmo vista por vários autores como especialmente desafiadora para as práticas educativas.
O quarto parágrafo foi plagiado de um artigo do professor Alexandre Paulo Loro, mestrando em educação da UFSM (http://www.ceedo.com.br/agora/agora7/aculturaescolar_desafiosdocentes_AlexandrePauloLoro.pdf):
Discutir questões sobre cultura é algo difícil, da mesma maneira que é difícil defini-la. Principalmente quando nos remetemos à escola. Ao entender a cultura como uma rede fechada de conversações que constitui e define uma maneira de convivência humana como uma rede de coordenações de emoções e ações (MATURANA, 2004, p33), podemos pensar que tudo aquilo que é ensinado e vivenciado na escola precisa ter algum significado à comunidade a que pertence...
... por isso se espera que a EDUCAÇÃO através de seus objetivos possibilite aos alunos adquirir qualidade e competências.
O quinto parágrafo também veio praticamento do mesmo texto do professor Alexandre Paulo Loro:
Diante das disposições gerais atribuidas pela sociedade à escola, os professores dispõem de autonomia para lidar com as disciplinas pois têm a possibilidade de questionar a natureza de seu ensino sendo possível a mudança dos conteúdos ensinados...
...transmitindo a cultura e produzindo a sua própria cultura.
O sexto parágrafo plagiado pela Maria Shizuko Yoshida começa com um texto do renomando sociólogo Stuart Hall intitulado A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo , página 10: (http://www.gpef.fe.usp.br/teses/agenda_2011_02.pdf),
mas depois se perde em termos sem sentido (pessoas discursivas?)
Cultura é a soma de direrentes sistemas de classificação e diferentes formações, sendo assim, a cultura escolar pode ser modificada e vir a transformar os processos cotidianos das pessoas discursivas no qual a língua recorre a fim de dar significado às coisas e nesse sentido a escola produz uma forma de regulação e classificação desse contexto.
O sétimo parágrafo foi copiado do mesmo artigo do Professor Alexandre Paulo Loro, desta vez na página 13.
Cabe a escola refletir sobre o seu trabalho docente, como profissão sociocultural, com base de formação e centrada em saberes sociais. Para isso há a necessidade de compromisso dos professores como atores sociais, em melhorar a qualidade dos processos educativos
apoiando – se nos diversos eixos proporcionados pelas mudanças CULTURAIS em que a humanidade se estabelece,
A última frase plagiada veio do mesmo texto do professor Alexandre Paulo Loro, onde a presidente da AEBJ substituiu a palavra professor por Instituições Educacionais (com maísculas) , dando mais valor às escolas do que ao professor.;
...pois as Instituições Educacionais constituem o EIXO FUNDAMENTAL DA EDUCAÇÃO.
O único parágrafo que provalemente a Maria Shizuko Yoshida não plagiou foi o último:
Não deixe seu filho fora da escola. Toda criança tem direito a EDUCAÇÃO e CULTURA. Pense nisso.
Eu sou aluna da escola que a Maria Shizuko Yoshida dirige,e,sinceramente,acho que ela não tem preparo nem capacidade para dirigir uma escola. Tem muita coisa faltando em nossa escola,e o estabelecimento nem é dela! E sim da igreja. A única coisa que ela sabe fazer mesmo é arrancar dinheiro dos nossos pais. Ela não é uma educadora de verdade,na minha opinião. Uma educadora mesmo seria uma pessoa que escuta e compreende as opiniões dos alunos e não pensa só em dinheiro!!
ResponderExcluirNossa!
ResponderExcluirAchei esse blog por acaso,e me deparo com isso!
Não conheço essa cidadã pessoalmente,mas pelo modo como algumas escolas são conduzidas aqui no Japão e pelo tempo em que ela já preside a AEBJ, percebe-se que ela não tem trabalhado o tanto quanto deveria.
Minha filha estuda em escola brasileira, o ensino não é de todo ruim,pois acompanhamos e tentamos ser pais presentes,acho que isso também faz toda a diferença no aprendizado da criança. Mas confesso que sinto falta de uma união maior entre os pais,um conselho de pais e alunos para poder reclamar e cobrar melhorias das escolas,porém o que mais vejo é ostentação entre os pais e cada um na sua,com o seu problema.
De que adianta essa figura ser presidente,se só defende os interesses das escolas e não dos alunos?
Já tentei fazer amizade com outras mães,mas é sempre a mesma história,falta tempo,deixa pra lá,não tem com quem reclamar,não vai adiantar e a pérola,escola brasileira é assim mesmo...etc...etc...
Chato tudo isso,mas nós pais não podemos desistir ainda mais lendo artigos como esse,temos que ficar ainda mais de olhos abertos na educação que nossos filhos recebem na escola.
Obrigada pelo post,devia virar matéria em alguma revista decente e ser publicada para que todos vejam.
E essa Maria Shizuko ainda teve a indecencia de ganhar aquele premio press awards do picaretão do Carlos Borges (Focus Brazil).
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